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Loovi, ligada a Pablo Marçal, avança para licença definitiva na Susep após meses de pressão e debates no mercado

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LTI Seguros, do Grupo Loovi, conclui etapa do Sandbox Regulatório e busca autorização definitiva para atuar como seguradora S3

A Loovi voltou ao centro das atenções do mercado segurador. Depois de meses de forte exposição nas redes sociais, campanhas com celebridades e questionamentos envolvendo sua atuação no ambiente experimental da Susep, a LTI Seguros, seguradora do Grupo Loovi, recebeu autorização para avançar rumo à licença definitiva como seguradora S3.

A informação foi divulgada pela própria companhia nesta semana e representa o encerramento da jornada da empresa dentro do Sandbox Regulatório da Superintendência de Seguros Privados.

Segundo a empresa, após cumprir todas as exigências regulatórias previstas no modelo experimental, o próximo passo será formalizar o pedido definitivo junto à autarquia federal ainda neste primeiro semestre.
“Essa autorização da Susep é extremamente importante para nós, porque, além de validar nosso modelo de base tecnológica, nos dá o sinal para seguirmos com nossos objetivos com autorização plena para emitir apólices e gerir sinistros em todo o território nacional”, afirmou Quézide Cunha, CEO e fundador da empresa.

Quézide Cunha, CEO e fundador da Loovi (Divulgação)

A movimentação ganha ainda mais repercussão porque o ecossistema da Loovi ficou conhecido nacionalmente pela forte presença digital e pela associação com influenciadores e celebridades. Entre os nomes ligados à marca está Pablo Marçal, que já apareceu em campanhas e vídeos relacionados à empresa e se definiu publicamente como investidor do negócio. Em diferentes momentos, Marçal chegou a ser citado como sócio da operação em conteúdos publicados nas redes sociais, embora posteriormente tenha afirmado que atua apenas como investidor.

Além dele, a empresa também ampliou sua visibilidade com campanhas estreladas por Neymar Jr., Renato Cariani, Tirulipa e outros influenciadores digitais, apostando em uma estratégia agressiva de marketing para conquistar consumidores historicamente fora do mercado tradicional de seguros.

A proposta da Loovi chamou atenção justamente por mirar um público frequentemente rejeitado pelas seguradoras tradicionais. Entre os diferenciais divulgados pela companhia estão a aceitação de veículos com até 40 anos, carros modificados e veículos de leilão, além de contratação simplificada via aplicativo, pagamento mensal e ausência de análise de perfil.

Ainda segundo Quézide Cunha, a empresa pretende ampliar o acesso ao seguro automotivo com um modelo totalmente digital. “O nosso objetivo é ser uma alternativa ao modelo tradicional e transformar a forma como o consumidor brasileiro acessa produtos e serviços de seguro”, destaca.

O Investidor Pablo Marçal e Quézide Cunha, CEO e fundador da Loovi (Reprodução)

A trajetória da empresa, porém, também foi marcada por forte debate regulatório nos últimos meses. Em março deste ano, a Susep determinou a suspensão temporária da comercialização de novos seguros ligados à operação após denúncias apresentadas pela Fenacor.

Na ocasião, o principal ponto discutido envolvia a comunicação da marca Loovi junto ao consumidor. Entidades do setor alegavam que a publicidade poderia gerar interpretação de que a Loovi seria diretamente uma seguradora autorizada, quando a operação ocorria dentro da estrutura da LTI Seguros, participante do Sandbox Regulatório.

No entanto, após ajustes exigidos pela autarquia, incluindo adequações de comunicação e esclarecimentos sobre o modelo operacional, a empresa seguiu no processo regulatório até chegar ao atual estágio de transição para o regime pleno.

No mercado, a evolução da operação é acompanhada de perto porque representa um dos casos mais visíveis de tentativa de ruptura do modelo tradicional de distribuição de seguros no Brasil, combinando influência digital, tecnologia, aquisição simplificada e forte presença nas redes sociais.

O caso também virou símbolo das discussões sobre os limites entre inovação, comunicação digital agressiva e os desafios regulatórios enfrentados por insurtechs que busam acelerar crescimento em um setor historicamente conservador e altamente regulado.

Com a possível autorização definitiva, a tendência é que a companhia entre em uma nova fase operacional, agora fora do ambiente experimental do Sandbox, ampliando ainda mais sua atuação nacional.

Redação
Redaçãohttps://www.novocorretornews.com.br
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