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Diretora da Susep ressalta oportunidades para corretores com a regularização das APVs

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A Superintendência de Seguros Privados (Susep) finalizou o processo de cadastramento das associações de proteção patrimonial mutualista, conforme previsto na Lei Complementar nº 213/2023. No total, 2.217 entidades foram cadastradas, superando as expectativas iniciais e representando mais de 5 milhões de associados em todo o país. O resultado, segundo a diretora da autarquia, Jéssica Bastos, reflete o empenho da Susep em estruturar um mercado mais transparente e regulado para esse segmento.

A etapa agora é de regulamentação. A Susep criou um grupo de trabalho específico para discutir e propor regras para a operação das administradoras que irão atuar junto às associações. A proposta de normativo encontra-se na fase final de elaboração e será submetida à diretoria da Susep ainda neste segundo semestre, com previsão de posterior consulta pública.

Um ponto de atenção para os corretores de seguros é a previsão, na própria lei, de sua atuação nesse novo modelo. Segundo Jéssica, o grupo de trabalho leva em conta a importância de integrar os mais de 143 mil corretores ativos ao novo ecossistema. “O espírito da lei é democratizar o acesso à proteção. E os corretores têm papel fundamental nisso”, reforça.

Apesar da expectativa gerada, ela esclarece que ainda não há administradoras autorizadas pela Susep. “Nenhuma empresa está apta oficialmente a prestar esse serviço. As associações devem aguardar a regulamentação e a autorização das administradoras para então realizar as contratações, sob risco de cancelamento do cadastro”, alerta.

Questionada sobre a possibilidade de reabertura do prazo de cadastramento, a diretora foi categórica: não há previsão legal para prorrogação. A janela de 180 dias prevista na Lei Complementar foi específica para associações já em funcionamento antes da sanção da norma.

O diálogo com os corretores é uma das prioridades da autarquia, que reforça a disponibilidade dos canais institucionais e o apoio de entidades representativas, como os Sincors e a Fenacor, para esclarecer dúvidas e acompanhar os próximos desdobramentos.

Um novo mercado em construção
A regulamentação da proteção mutualista é vista pela Susep como um passo importante para expandir o acesso à proteção no Brasil. A inspiração vem de modelos consolidados em países como a Espanha, onde o mutualismo convive com o seguro tradicional e amplia o alcance da cobertura a públicos antes excluídos por barreiras financeiras ou de acesso à informação.

“O potencial desse novo mercado é enorme. Estamos falando de inclusão, de levar segurança a mais pessoas. É uma transformação com forte impacto social”, afirma Jéssica. Para os corretores de seguros, o momento exige atenção e atualização. O setor passa por uma reformulação histórica que pode abrir portas para novos modelos de negócio e para uma atuação mais próxima de parcelas da população ainda desassistidas.

Veja a entrevista na íntegra abaixo:

André Guerra
André Guerrahttps://www.linkedin.com/in/guerramkt/
Fundador do Projeto Novo Corretor, com 34 anos de experiência da área de comunicação e 24 anos no setor de seguros, e passagem por vários setores em publicações segmentadas, em funções como redação, reportagem, fotografia, diagramação, distribuição, web e comercial, além de contar com 29 anos de experiência em produção de vídeo.

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Sobre Genival de Souza e Silva Genival de Souza e Silva é estrategista, educador, palestrante e autor, com mais de 30 anos de atuação no mercado de seguros brasileiro. Dedica-se à formação estratégica de lideranças da corretagem, assessorias, grupos consolidadores e seguradoras. À frente do programa Bússola 2030, conduz consultorias, mentorias e treinamentos voltados à leitura estratégica de mercado e à preparação de lideranças para o ciclo 2030–2040. É idealizador do SIEx, evento realizado em diferentes regiões do Brasil, e professor convidado da Escola de Negócios e Seguros (ENS) há cerca de 20 anos. Também coordena o Grupo Técnico de Comunicação do OPIN Brasil/Susep. Possui certificações em Economia Comportamental pela FIPE, Valuation e M&A e Inteligência Artificial para Negócios, além de ter participado de imersões internacionais nos Estados Unidos e em Portugal. É cofundador da DHOMO INS, ao lado de Daniela Teixeira, sua esposa há 30 anos. A empresa desenvolve projetos de educação e formação estratégica para profissionais e organizações do mercado de seguros. Com a trilogia Visão 2030, transforma sua experiência profissional e seus estudos em obras dedicadas à preparação do mercado para os desafios da próxima década.

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