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XII Fórum Fenaprevi debate caminhos para ampliar a proteção financeira dos brasileiros

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O XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em 16 de setembro, em São Paulo, reuniu executivos do setor, autoridades, corretores, economistas, acadêmicos e outros convidados para discutir os desafios e os caminhos para ampliar a proteção financeira da população brasileira.

Com o tema “O Amanhã se Constrói Agora”, o XII Fórum Fenaprevi colocou em pauta questões relacionadas ao envelhecimento da população, às mudanças nas relações de trabalho, ao planejamento financeiro e previdenciário e à necessidade de desenvolvimento de soluções capazes de acompanhar as diferentes fases da vida dos brasileiros. A programação foi estruturada em cinco painéis.

Entre os destaques do encontro esteve a apresentação da quarta edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Fenaprevi ao Datafolha. O estudo analisa a relação dos brasileiros com o planejamento para o futuro, os seguros de pessoas e a previdência privada.

Proteção financeira e novas necessidades da população

Um dos eixos do XII Fórum Fenaprevi foi a discussão sobre alternativas para reduzir o chamado gap de proteção securitária no Brasil.

Nesse contexto, a programação abordou o Seguro Vida Universal, ainda em fase de regulamentação, e seu potencial para ampliar a oferta de soluções mais flexíveis e adequadas às diferentes necessidades das pessoas ao longo da vida.

As mudanças no comportamento dos consumidores e o papel da distribuição também estiveram entre os assuntos tratados no Fórum. O debate considerou as transformações de uma sociedade mais digital e longeva, com trajetórias profissionais menos lineares e novas configurações familiares.

A pesquisa Fenaprevi/Datafolha ajuda a dimensionar esse cenário. Entre os entrevistados, apenas 13% citaram espontaneamente seguros e previdência privada como formas de proteção contra imprevistos, enquanto 42% apontaram poupar ou investir como principal alternativa.

Por outro lado, 64% dos brasileiros disseram ter intenção de contratar ou renovar ao menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano. Entre as coberturas pesquisadas, foram citados seguro funeral, com 47%; seguro de vida, com 43%; invalidez, com 37%; doenças graves, com 36%; e previdência privada, com 33%.

Quando questionados sobre coberturas que possam ser utilizadas ainda em vida, 80% afirmaram que contratariam um produto multifuncional que reunisse aposentadoria, indenização para doenças graves, internações e despesas de planos de saúde.

Aposentadoria e longevidade estão entre os principais desafios

A necessidade de planejamento para uma população que vive por mais tempo também ganhou espaço no XII Fórum Fenaprevi.

No painel “A Necessidade de uma Nova Previdência”, participaram o professor sênior da FEA/USP, Hélio Zylberstajn, e o diretor-presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), Paulo Tafner, com propostas de novos modelos de previdência.

Já o painel “Como proteger uma sociedade que envelhece e vive por mais tempo?” reuniu os economistas Ana Paula Vescovi e Eduardo Giannetti; o presidente da Fenaprevi, Edson Franco; o diretor-presidente da CNseg, Dyogo Oliveira; o diretor-presidente da ABRAPP, Devanir Silva; e o presidente do Instituto de Longevidade e Fundo de Pensão MAG, Nilton Molina.

A proposta foi analisar diferentes perspectivas para os desafios associados ao envelhecimento populacional, às novas relações de trabalho e ao déficit previdenciário, além de discutir soluções voltadas à proteção da sociedade e ao crescimento econômico sustentável.

Os números apresentados pela pesquisa Fenaprevi/Datafolha reforçam a distância existente entre a aposentadoria desejada e aquela que os brasileiros acreditam ser possível alcançar.

Entre os brasileiros que ainda estão no mercado de trabalho, 59% gostariam de se aposentar até os 60 anos, mas somente 28% acreditam que conseguirão efetivamente parar de trabalhar nessa faixa etária. Outros 32% estimam que conseguirão se aposentar somente a partir dos 61 anos, enquanto 11% acreditam que nunca conseguirão parar de trabalhar e 12% não pretendem se aposentar.

A dependência da Previdência Social também aparece nos resultados. Entre os entrevistados já aposentados, 92% disseram ter o INSS como principal fonte de sustento. Entre aqueles que ainda estão na ativa e esperam contar com o benefício público, 65% não sabem quanto deverão receber no futuro.

Entre os que pretendem depender do INSS no longo prazo, 56% acreditam que precisarão cortar gastos para se manter, 25% esperam preservar o modo de vida atual e 16% avaliam que não terão como se sustentar ou enfrentarão dificuldades.

Pesquisa aponta distância entre preocupação e prevenção

O levantamento também identifica uma diferença entre os riscos que preocupam a população e as medidas adotadas para enfrentá-los.

A falta de acesso a atendimento médico em caso de doença foi apontada como preocupação por 72% dos entrevistados, mas somente 28% disseram ter tomado alguma medida preventiva. A morte de um familiar preocupa 70%, enquanto 22% afirmaram estar preparados para essa situação. Já o risco de desenvolver uma doença grave foi citado por 63%, mas apenas 34% indicaram alguma ação efetiva de proteção.

A pesquisa também mostrou que 41% dos entrevistados possuem algum seguro ou plano de previdência privada. O seguro funeral aparece com 30% de presença, seguido pelo seguro de vida, com 18%. Os seguros por invalidez, doenças graves e prestamista alcançam, respectivamente, 10%, 7% e 6%, enquanto 9% disseram possuir algum plano de previdência privada.

Outro ponto levantado pelo estudo é o conhecimento da população sobre os conceitos utilizados pelo mercado. Apenas 12% dos brasileiros sabem o significado correto do termo “prêmio” no setor de seguros.

Entre os 82% que não possuem seguro de vida, 13% afirmaram considerar o produto caro. Segundo a pesquisa, porém, apenas 27% desse grupo havia pesquisado ou tinha conhecimento dos custos, enquanto 45% não sabiam informar o valor do seguro.

O levantamento quantitativo ouviu 1.908 pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional, com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Prêmio Fenaprevi é lançado durante o Fórum

O encerramento do XII Fórum também marcou o lançamento do Prêmio Fenaprevi, iniciativa criada para reconhecer projetos que contribuam para ampliar a educação e a conscientização sobre seguros e previdência no Brasil.

O prêmio foi apresentado pelo diretor estatutário da Fenaprevi e diretor executivo de Soluções de Acúmulo da Porto, Carlos Eduardo Gondim.

Prêmio Fenaprevi é lançado durante o XII Fórum Fenaprevi (Foto: Divulgação)
Prêmio Fenaprevi é lançado durante o XII Fórum Fenaprevi (Foto: Divulgação)

Em sua primeira edição, serão selecionadas três iniciativas em andamento, sem divisão por categorias. Poderão participar ações de comunicação, engajamento e educação, projetos acadêmicos e outras iniciativas que já apresentem resultados e impacto. Os trabalhos serão analisados por um comitê independente, e a cerimônia de premiação está prevista para o início de 2027.

Durante o lançamento, três instituições foram homenageadas: a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) e o Instituto Minha Vida Protegida.

Instituto Minha Vida Protegida é homenageado no lançamento do Prêmio Fenaprevi (Foto: Divulgação)

O Instituto recebeu o reconhecimento por sua contribuição à disseminação da educação securitária e pelo trabalho de conscientização sobre seguros, previdência e planejamento financeiro.

“Temos a responsabilidade de disseminar esse conhecimento e essa informação para transformar a sociedade. O corretor de seguros de hoje é muito mais capacitado, educado e ciente da responsabilidade que temos diante dos desafios da longevidade e da proteção. Nós queremos assumir esse protagonismo”, afirmou o fundador e presidente do Instituto Minha Vida Protegida, Rogério Araújo.

O presidente do Instituto também defendeu maior apoio e confiança de entidades e seguradoras no trabalho dos corretores de seguros, destacando sua proximidade com a população e a capacidade de transformar conceitos técnicos em orientações acessíveis às famílias.

Criado inicialmente como movimento, em 2023, o Minha Vida Protegida passou a atuar formalmente, em 2026, como instituto sem fins lucrativos dedicado à educação financeira, securitária e previdenciária. Entre suas iniciativas estão oficinas gratuitas e o Congresso Minha Vida Protegida, que reuniu, em março de 2026, 522 participantes, mais de 22 palestrantes e 17 apoiadores e patrocinadores.

O lançamento do prêmio encerrou uma edição do XII Fórum Fenaprevi marcada pela discussão sobre os desafios de ampliar a cultura de proteção e de planejamento em um cenário de maior longevidade e de transformações nas relações de trabalho e na sociedade.

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