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CQCS Inovação 2026 debate inteligência artificial e os rumos do mercado de seguros

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O CQCS Inovação 2026 começou nesta quarta-feira (4), no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), reunindo executivos, lideranças, corretores, seguradoras e empresas de tecnologia para discutir as transformações e oportunidades do mercado de seguros. Em sua oitava edição, o evento, considerado o maior encontro de inovação em seguros da América Latina, tem como tema “Transformando o seguro” e segue com programação nesta quinta-feira (5).

A abertura foi marcada por debates sobre inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade e ampliação da proteção securitária. Na plenária principal, apresentada por Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS e idealizador do evento, especialistas nacionais e internacionais compartilharam experiências e perspectivas sobre os desafios e caminhos para o desenvolvimento do setor.

Durante a abertura, Gustavo Doria Filho convocou os profissionais do mercado a assumirem um papel ativo na transformação da indústria. “Vamos todos transformar o seguro. Só depende da gente”, afirmou.

O idealizador também destacou o potencial da inteligência artificial para ampliar a capacidade de crescimento das empresas. No mercado de seguros, entre os avanços mencionados estão as vistorias remotas, a orçamentação instantânea, os processos 30% touchless e a tarifação mais apurada. Sobre este último ponto, ressaltou que a tendência não é necessariamente tornar o seguro mais barato, mas proporcionar uma precificação mais justa.

Outro desafio apontado por Gustavo Doria Filho é ampliar a penetração do seguro na sociedade. “Nós temos que ser audazes e assumirmos o nosso desafio de ampliar a penetração do seguro. Estamos aqui para proteger mais gente”, destacou.

Lideranças discutem crescimento e ampliação da proteção securitária

A programação da plenária começou com a participação de Alexandre Nogueira, diretor de Marketing, Comunicação e Canais de Relacionamento da Bradesco Seguros, que abordou a importância da união entre os diferentes agentes do mercado e da aproximação do seguro com a sociedade.

O executivo também apresentou a Seguros Friday, iniciativa que contou com a participação de 5 mil corretores em uma transmissão ao vivo. “Inovação é transformar oportunidades em novas possibilidades de negócios. Acreditamos que o corretor e as seguradoras devem estar mais presentes no cotidiano das pessoas”, afirmou.

Na sequência, Alessandro Octaviani, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), discutiu o potencial de crescimento da indústria e a lacuna de proteção existente no Brasil. Ao mencionar os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, destacou a necessidade de ampliar as coberturas de seguros e desenvolver mecanismos de proteção diante de eventos extremos.

Octaviani também apresentou avanços regulatórios e iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor, entre elas o grupo de trabalho sobre seguro contra catástrofes.

Inteligência artificial ganha destaque nos debates

A inteligência artificial esteve entre os principais assuntos do primeiro dia. Axel Schell, CTO da Allianz Technology, apresentou a palestra “IA na Allianz: Realidades, Reflexões e Caminhos a Seguir”, abordando o potencial da tecnologia para aumentar a eficiência operacional, acelerar processos e aprimorar o atendimento aos clientes.

Durante sua participação, o executivo ressaltou a importância da adaptação dos profissionais às novas ferramentas. “A IA não vai substituir vocês, mas uma pessoa que usa IA irá substituir quem não usa. As pessoas bem-sucedidas na era da IA já estão sendo definidas agora”, afirmou.

Marcelo Picolo, diretor executivo para a América Latina (Sul) da Solera, também abordou a transformação tecnológica e destacou a importância da qualidade dos dados para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial. O executivo apresentou aplicações da companhia nas áreas de identificação visual, avaliação de danos e reparação de veículos.

Outro destaque foi a participação de Bob Pick, CITO do Grupo Tokio Marine Holdings, homenageado durante o evento. O executivo apresentou um panorama da inteligência artificial na indústria e chamou atenção para a expressiva lacuna de proteção, especialmente na América Latina. Segundo os dados apresentados, apenas 29% das pessoas possuem uma apólice de seguro na região.

Sustentabilidade e inteligência artificial desenvolvida no Brasil

A relação entre inovação e sustentabilidade também esteve em pauta. O debate reuniu Jing Liao, chairwoman da Solera Foundation e Chief Administrative Officer da Solera Corp.; Alice Spencer, diretora executiva do Cambridge Institute for Sustainability Leadership; Dyogo Oliveira, presidente da CNseg; e Paulo Rocca, da Bosch.

Os participantes discutiram os impactos das mudanças climáticas, a preservação dos recursos naturais e as oportunidades de desenvolvimento sustentável. Durante a conversa, Dyogo Oliveira destacou a necessidade de ampliar a proteção securitária diante do aumento dos desastres naturais no Brasil.

“Se a sociedade não se desenvolve, a indústria do seguro não se desenvolve”, afirmou o presidente da CNseg, ao relacionar o crescimento do setor ao cenário econômico nacional.

A programação também abriu espaço para soluções nacionais de inteligência artificial, com o painel “IA from Brasil com S”, mediado por Gustavo Doria Filho.

Participaram João Costa, fundador e CEO da ZARV; Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans; e Luis Alberto Nogueira, CEO e cofundador da Segura. Os executivos apresentaram aplicações práticas da tecnologia no mercado de seguros, com destaque para prevenção a fraudes, relacionamento com clientes e eficiência operacional.

João Costa abordou o desenvolvimento de tecnologias de análise de risco capazes de identificar comportamentos associados a possíveis fraudes. Fernando Wolff defendeu uma visão mais ampla sobre a utilização da inteligência artificial, com foco na experiência do consumidor e na capacidade das empresas de antecipar necessidades.

“Um jogo infinito é fazer o cliente ser protagonista antes do chamado, durante o chamado e depois do chamado”, afirmou Wolff.

Já Luis Alberto Nogueira apresentou exemplos de como a inteligência artificial pode apoiar o trabalho consultivo dos corretores, especialmente na análise de coberturas e no acompanhamento de apólices. “A IA é tão boa quanto ela consegue reunir o contexto correto”, destacou.

CQCS Inovação 2026 debate inteligência artificial e os rumos do mercado de seguros (Foto: CQCS)

Expo CQCS amplia espaço para inovação e negócios

Além da plenária principal, o CQCS Inovação 2026 conta com uma estrutura ampliada para apresentações, demonstrações e debates sobre tecnologia. A Expo CQCS 2026 reúne três palcos dedicados à inovação e às tendências do setor, na maior estrutura já realizada pelo evento.

Entre os ambientes estão o Estádio Tech, voltado às empresas de tecnologia e suas soluções para o mercado de seguros; a Tech Village GFT, com empresas globais, demonstrações ao vivo e oportunidades de networking; a Ilha Tech AWS; a Cidade das Startups; o Espaço de Networking Salesforce; e a Arena Corretor.

A programação também contempla o DemoStage e a Arena Corretor. Após receberem, no primeiro dia, os finalistas do Prêmio CQCS de Inovação em Seguros e a entrega do Troféu Corretor Inovador, respectivamente, os espaços são destinados, nesta quinta-feira (5), à apresentação de produtos, serviços, projetos, cases e boas práticas por empresas e profissionais.

O encontro também conta com o Painel de Líderes, que reúne mais de 50 CEOs confirmados, além de painéis temáticos com mais de 200 executivos. Entre os assuntos abordados estão liderança, transformação digital e novos modelos de negócios.

Evento também destaca diversidade e inclusão

A diversidade e a representatividade integram a programação do CQCS Inovação 2026. O evento contempla iniciativas como o Protagonismo Feminino 2.0 e a Presença Negra, voltadas à ampliação da participação de mulheres e profissionais negros em espaços estratégicos de decisão e liderança.

As ações de inclusão também estão presentes na operação do encontro. As equipes de atendimento contam com profissionais com síndrome de Down, encaminhados pelo Programa de Atendentes Eficientes (PAE), pessoas com 60 anos ou mais e profissionais transgêneros.

A edição deste ano apresenta ainda uma iniciativa inédita envolvendo pessoas no espectro autista, ampliando as ações de inclusão na realização do evento.

Com programação distribuída em diferentes ambientes e a participação de lideranças nacionais e internacionais, o CQCS Inovação 2026 segue nesta quinta-feira (5), promovendo a troca de experiências, a apresentação de soluções e o debate sobre os caminhos para a transformação do mercado de seguros.

Redação
Redaçãohttps://www.novocorretornews.com.br
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“Além da Meta” propõe novo papel para profissionais comerciais do mercado de seguros Segundo volume da trilogia Visão 2030, de Genival de Souza e Silva, aborda competências para apoiar o desenvolvimento das corretoras Conhecer produtos, executar campanhas e cumprir metas continuam fazendo parte da rotina comercial no mercado de seguros. Mas como essas competências podem se traduzir em uma contribuição mais estratégica ao negócio dos corretores? Essa é uma das questões de Além da Meta – O novo papel comercial no mercado de seguros, novo livro do estrategista, educador e palestrante Genival de Souza e Silva, publicado pela Editora Roncarati. Direcionada especialmente a profissionais de seguradoras, assessorias e grupos de corretores, a obra chega ao mercado em outubro como o segundo volume da trilogia Visão 2030 – Leituras estratégicas para o mercado de seguros. A proposta é examinar as mudanças na atividade comercial e as capacidades necessárias para construir relevância em um ambiente de transformação tecnológica, comportamental e dos canais de distribuição. O livro apresenta a figura do profissional comercial como um estrategista de campo: alguém capaz de compreender a realidade de cada corretora, identificar oportunidades de desenvolvimento e levar inteligência do mercado para dentro da organização que representa. “O primeiro livro procura mostrar o terreno e as forças que estão mudando o mercado. Em Além da Meta, a discussão avança para a atuação comercial e para o papel que os profissionais que atendem corretores precisam assumir nesse novo cenário. Não se trata de abandonar metas, mas de entender que o trabalho comercial não pode terminar nelas”, afirma Genival. Conhecer o produto e compreender o negócio do corretor Uma das discussões centrais da obra envolve as expectativas dos corretores em relação aos profissionais que os atendem. O domínio técnico dos produtos é o ponto de partida, acompanhado da capacidade de compreender a carteira, o perfil dos clientes, os desafios e o momento de cada operação. A análise também aborda a importância de resolver problemas, comunicar limitações com clareza e acompanhar as demandas até que exista uma resposta. Nesse relacionamento, o conhecimento acumulado sobre a corretora permite apresentar propostas conectadas às suas necessidades e reconhecer oportunidades que uma abordagem genérica pode deixar passar. O livro examina, ainda, o nível das conversas mantidas com os corretores. Campanhas, produtos e pendências fazem parte da rotina, mas há espaço para discutir o futuro do negócio, decisões estruturais e posicionamento de mercado. As perguntas feitas, os assuntos apresentados e a profundidade das interações ajudam a definir a contribuição do profissional comercial. Quatro competências para sustentar a relevância Para desenvolver essa atuação, Além da Meta organiza a reflexão em quatro competências: conhecimento, pensamento estratégico, comunicação e gestão de si mesmo. O conhecimento envolve domínio técnico e compreensão do mercado e do negócio do corretor. O pensamento estratégico permite interpretar situações, identificar causas e estabelecer prioridades. A comunicação é tratada como uma capacidade de transformar análises em conversas que favoreçam entendimento e ação. Já a gestão de si mesmo envolve escolhas sobre o uso do tempo, a organização da agenda e o investimento no próprio desenvolvimento. A obra questiona uma rotina conduzida apenas pelas urgências e propõe avaliar quais atividades contribuem para o crescimento da carteira e para a qualidade dos relacionamentos. Essa discussão se conecta à trajetória de profissionais que construíram suas carreiras nas últimas duas ou três décadas. A experiência adquirida continua relevante, mas precisa ser reinterpretada diante de corretores com novas demandas, mais acesso à informação e diferentes expectativas sobre seus parceiros comerciais. Prefácio relaciona adaptação profissional e geração de valor O prefácio é assinado por Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, que relaciona as transformações do mercado à capacidade de renovação dos profissionais. “Além da Meta nos lembra que experiência, por si só, não garante permanência e relevância. O que trouxe profissionais até aqui pode não ser suficiente para levá-los adiante”, destaca Patrícia. A executiva também aborda as decisões em um ambiente marcado por demandas simultâneas: resultados de curto prazo e construção de longo prazo, pessoas e tecnologia, valor e eficiência. Em sua reflexão, a capacidade de desaprender, reinterpretar conhecimentos e evoluir ganha importância diante da velocidade das mudanças. “Este não é um livro sobre vender mais. É um livro sobre permanecer relevante e gerar valor para o mercado e para a sociedade”, afirma no texto de apresentação. O livro Além da Meta pode ser adquirido em: https://www.amazon.com.br/dp/859802869X Três perspectivas sobre o futuro do mercado de seguros A trilogia Visão 2030 reúne perspectivas complementares sobre as transformações do mercado, a atuação comercial e o relacionamento com os clientes. O primeiro volume, O Futuro Não Espera – Um mapa estratégico para o corretor de seguros, foi apresentado durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor, no Rio de Janeiro, no fim de agosto. A obra analisa as forças tecnológicas, comportamentais e estratégicas que estão modificando a distribuição e discute a preparação dos corretores para esse cenário. O segundo, Além da Meta – O novo papel comercial no mercado de seguros, direciona o olhar para os profissionais que atendem a corretagem, abordando o conhecimento sobre esses parceiros, as competências necessárias e as escolhas que definem sua contribuição ao negócio. Já o terceiro volume, O Efeito Onda – Em qual onda o corretor está quando o cliente constrói riqueza?, tem lançamento previsto para dezembro de 2026 ou janeiro de 2027. A proposta é aprofundar a reflexão sobre o posicionamento do corretor nas diferentes etapas de construção patrimonial e proteção financeira dos clientes. “Os três livros conversam entre si. A ideia é oferecer diferentes perspectivas para que o profissional consiga olhar para o mercado, para sua atuação comercial e para o espaço que ocupa na vida financeira e na proteção dos clientes. O futuro não é uma discussão distante. As decisões que vão determinar quem estará bem-posicionado em 2030 estão sendo tomadas agora”, destaca Genival. Sobre Genival de Souza e Silva Genival de Souza e Silva é estrategista, educador, palestrante e autor, com mais de 30 anos de atuação no mercado de seguros brasileiro. Dedica-se à formação estratégica de lideranças da corretagem, assessorias, grupos consolidadores e seguradoras. À frente do programa Bússola 2030, conduz consultorias, mentorias e treinamentos voltados à leitura estratégica de mercado e à preparação de lideranças para o ciclo 2030–2040. É idealizador do SIEx, evento realizado em diferentes regiões do Brasil, e professor convidado da Escola de Negócios e Seguros (ENS) há cerca de 20 anos. Também coordena o Grupo Técnico de Comunicação do OPIN Brasil/Susep. Possui certificações em Economia Comportamental pela FIPE, Valuation e M&A e Inteligência Artificial para Negócios, além de ter participado de imersões internacionais nos Estados Unidos e em Portugal. É cofundador da DHOMO INS, ao lado de Daniela Teixeira, sua esposa há 30 anos. A empresa desenvolve projetos de educação e formação estratégica para profissionais e organizações do mercado de seguros. Com a trilogia Visão 2030, transforma sua experiência profissional e seus estudos em obras dedicadas à preparação do mercado para os desafios da próxima década.