spot_imgspot_img

Ibracor orienta corretoras sobre mudanças na jornada de trabalho e fim da escala 6×1

Publicado em:

O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (IBRACOR) orienta as empresas associadas a se prepararem para as mudanças nas regras de jornada de trabalho previstas na Emenda Constitucional 141/26. As novas diretrizes, que estabelecem o fim da escala 6×1, exigirão adaptações operacionais, administrativas e trabalhistas por parte das corretoras de seguros.

A implementação das novas regras ocorrerá de forma gradual. A partir de 16 de dezembro de 2026, a jornada máxima semanal será reduzida para 42 horas, com garantia de dois repousos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Em 16 de dezembro de 2027, o limite passará para 40 horas semanais, com jornada diária máxima de oito horas. A redução da carga horária, conforme previsto na nova regra, não poderá resultar em diminuição salarial dos trabalhadores.

Escala de trabalho

Com a mudança constitucional, a escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2) passa a ser o modelo de referência. No entanto, a legislação permite a adoção de regimes alternativos por meio de acordo ou convenção coletiva, desde que sejam respeitadas as exigências legais relativas aos períodos de descanso.

Entre as condições estabelecidas estão a média equivalente a dois repousos remunerados por semana, calculada dentro do mesmo mês-calendário, e a garantia de pelo menos um dia de descanso a cada período máximo de uma semana trabalhada.

Adequações e planejamento

Diante das mudanças, o Ibracor recomenda que as corretoras iniciem a avaliação dos possíveis impactos das novas regras. Entre os pontos que exigem atenção estão a revisão das escalas de trabalho, dos contratos de emprego, dos sistemas de controle de jornada, dos mecanismos de compensação de horas e dos instrumentos coletivos vigentes.

O Instituto também orienta as empresas a buscar assessoria jurídica especializada para assegurar a implementação adequada das novas exigências e reduzir os riscos trabalhistas durante o período de adaptação.

Dúvidas sobre a aplicação das regras

Segundo o Ibracor, alguns aspectos da emenda ainda apresentam dúvidas de interpretação e podem demandar esclarecimentos ou regulamentações complementares.

Por esse motivo, a entidade reforça a importância de acompanhar continuamente as discussões e orientações relacionadas ao tema. A medida permitirá que as corretoras realizem as adaptações necessárias com maior previsibilidade e segurança jurídica.

Principais mudanças na jornada de trabalho

  • 16 de dezembro de 2026: jornada máxima de 42 horas semanais e dois repousos remunerados por semana.
  • 16 de dezembro de 2027: jornada máxima de 40 horas semanais e limite de oito horas diárias.
  • Salários: a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial.
  • Escala 5×2: passa a ser o modelo de referência para as relações de trabalho.
Redação
Redaçãohttps://www.novocorretornews.com.br
Notícias, histórias e conhecimento em Seguros!

Compartilhe

Inscreva-se

spot_img

Popular

Mais como este
Veja mais

CQCS Inovação 2026 debate inteligência artificial e os rumos do mercado de seguros

CQCS Inovação 2026 reúne lideranças do setor para debater inteligência artificial, tecnologia, sustentabilidade e o futuro dos seguros.

II Conferência Nacional de Microsseguros debate futuro dos seguros inclusivos

II Conferência Nacional de Microsseguros reúne especialistas para debater o presente e o futuro dos seguros inclusivos no Brasil e no mundo.

SulAmérica oferece 50 mil vouchers de mamografia a clientes com exame em atraso

SulAmérica oferece 50 mil vouchers de mamografia a clientes com exame em atraso, sem pedido médico prévio e com acompanhamento especializado após o exame.

“Além da Meta” propõe novo papel para profissionais comerciais do mercado de seguros

“Além da Meta” propõe novo papel para profissionais comerciais do mercado de seguros Segundo volume da trilogia Visão 2030, de Genival de Souza e Silva, aborda competências para apoiar o desenvolvimento das corretoras Conhecer produtos, executar campanhas e cumprir metas continuam fazendo parte da rotina comercial no mercado de seguros. Mas como essas competências podem se traduzir em uma contribuição mais estratégica ao negócio dos corretores? Essa é uma das questões de Além da Meta – O novo papel comercial no mercado de seguros, novo livro do estrategista, educador e palestrante Genival de Souza e Silva, publicado pela Editora Roncarati. Direcionada especialmente a profissionais de seguradoras, assessorias e grupos de corretores, a obra chega ao mercado em outubro como o segundo volume da trilogia Visão 2030 – Leituras estratégicas para o mercado de seguros. A proposta é examinar as mudanças na atividade comercial e as capacidades necessárias para construir relevância em um ambiente de transformação tecnológica, comportamental e dos canais de distribuição. O livro apresenta a figura do profissional comercial como um estrategista de campo: alguém capaz de compreender a realidade de cada corretora, identificar oportunidades de desenvolvimento e levar inteligência do mercado para dentro da organização que representa. “O primeiro livro procura mostrar o terreno e as forças que estão mudando o mercado. Em Além da Meta, a discussão avança para a atuação comercial e para o papel que os profissionais que atendem corretores precisam assumir nesse novo cenário. Não se trata de abandonar metas, mas de entender que o trabalho comercial não pode terminar nelas”, afirma Genival. Conhecer o produto e compreender o negócio do corretor Uma das discussões centrais da obra envolve as expectativas dos corretores em relação aos profissionais que os atendem. O domínio técnico dos produtos é o ponto de partida, acompanhado da capacidade de compreender a carteira, o perfil dos clientes, os desafios e o momento de cada operação. A análise também aborda a importância de resolver problemas, comunicar limitações com clareza e acompanhar as demandas até que exista uma resposta. Nesse relacionamento, o conhecimento acumulado sobre a corretora permite apresentar propostas conectadas às suas necessidades e reconhecer oportunidades que uma abordagem genérica pode deixar passar. O livro examina, ainda, o nível das conversas mantidas com os corretores. Campanhas, produtos e pendências fazem parte da rotina, mas há espaço para discutir o futuro do negócio, decisões estruturais e posicionamento de mercado. As perguntas feitas, os assuntos apresentados e a profundidade das interações ajudam a definir a contribuição do profissional comercial. Quatro competências para sustentar a relevância Para desenvolver essa atuação, Além da Meta organiza a reflexão em quatro competências: conhecimento, pensamento estratégico, comunicação e gestão de si mesmo. O conhecimento envolve domínio técnico e compreensão do mercado e do negócio do corretor. O pensamento estratégico permite interpretar situações, identificar causas e estabelecer prioridades. A comunicação é tratada como uma capacidade de transformar análises em conversas que favoreçam entendimento e ação. Já a gestão de si mesmo envolve escolhas sobre o uso do tempo, a organização da agenda e o investimento no próprio desenvolvimento. A obra questiona uma rotina conduzida apenas pelas urgências e propõe avaliar quais atividades contribuem para o crescimento da carteira e para a qualidade dos relacionamentos. Essa discussão se conecta à trajetória de profissionais que construíram suas carreiras nas últimas duas ou três décadas. A experiência adquirida continua relevante, mas precisa ser reinterpretada diante de corretores com novas demandas, mais acesso à informação e diferentes expectativas sobre seus parceiros comerciais. Prefácio relaciona adaptação profissional e geração de valor O prefácio é assinado por Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, que relaciona as transformações do mercado à capacidade de renovação dos profissionais. “Além da Meta nos lembra que experiência, por si só, não garante permanência e relevância. O que trouxe profissionais até aqui pode não ser suficiente para levá-los adiante”, destaca Patrícia. A executiva também aborda as decisões em um ambiente marcado por demandas simultâneas: resultados de curto prazo e construção de longo prazo, pessoas e tecnologia, valor e eficiência. Em sua reflexão, a capacidade de desaprender, reinterpretar conhecimentos e evoluir ganha importância diante da velocidade das mudanças. “Este não é um livro sobre vender mais. É um livro sobre permanecer relevante e gerar valor para o mercado e para a sociedade”, afirma no texto de apresentação. O livro Além da Meta pode ser adquirido em: https://www.amazon.com.br/dp/859802869X Três perspectivas sobre o futuro do mercado de seguros A trilogia Visão 2030 reúne perspectivas complementares sobre as transformações do mercado, a atuação comercial e o relacionamento com os clientes. O primeiro volume, O Futuro Não Espera – Um mapa estratégico para o corretor de seguros, foi apresentado durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor, no Rio de Janeiro, no fim de agosto. A obra analisa as forças tecnológicas, comportamentais e estratégicas que estão modificando a distribuição e discute a preparação dos corretores para esse cenário. O segundo, Além da Meta – O novo papel comercial no mercado de seguros, direciona o olhar para os profissionais que atendem a corretagem, abordando o conhecimento sobre esses parceiros, as competências necessárias e as escolhas que definem sua contribuição ao negócio. Já o terceiro volume, O Efeito Onda – Em qual onda o corretor está quando o cliente constrói riqueza?, tem lançamento previsto para dezembro de 2026 ou janeiro de 2027. A proposta é aprofundar a reflexão sobre o posicionamento do corretor nas diferentes etapas de construção patrimonial e proteção financeira dos clientes. “Os três livros conversam entre si. A ideia é oferecer diferentes perspectivas para que o profissional consiga olhar para o mercado, para sua atuação comercial e para o espaço que ocupa na vida financeira e na proteção dos clientes. O futuro não é uma discussão distante. As decisões que vão determinar quem estará bem-posicionado em 2030 estão sendo tomadas agora”, destaca Genival. Sobre Genival de Souza e Silva Genival de Souza e Silva é estrategista, educador, palestrante e autor, com mais de 30 anos de atuação no mercado de seguros brasileiro. Dedica-se à formação estratégica de lideranças da corretagem, assessorias, grupos consolidadores e seguradoras. À frente do programa Bússola 2030, conduz consultorias, mentorias e treinamentos voltados à leitura estratégica de mercado e à preparação de lideranças para o ciclo 2030–2040. É idealizador do SIEx, evento realizado em diferentes regiões do Brasil, e professor convidado da Escola de Negócios e Seguros (ENS) há cerca de 20 anos. Também coordena o Grupo Técnico de Comunicação do OPIN Brasil/Susep. Possui certificações em Economia Comportamental pela FIPE, Valuation e M&A e Inteligência Artificial para Negócios, além de ter participado de imersões internacionais nos Estados Unidos e em Portugal. É cofundador da DHOMO INS, ao lado de Daniela Teixeira, sua esposa há 30 anos. A empresa desenvolve projetos de educação e formação estratégica para profissionais e organizações do mercado de seguros. Com a trilogia Visão 2030, transforma sua experiência profissional e seus estudos em obras dedicadas à preparação do mercado para os desafios da próxima década.