O Insurtech Brasil 2026 reuniu mais de 1,5 mil participantes no Expo Center Norte, em São Paulo, no dia 28 de maio, consolidando-se como um dos principais encontros voltados à tecnologia, inovação em seguros e canais de distribuição no país. Em sua nona edição, o evento reuniu seguradoras, empresas de tecnologia, plataformas digitais, fintechs, investidores e lideranças do setor para discutir os rumos da transformação do mercado de seguros.
A abertura do evento contou com a participação da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Durante a palestra “Overview Regulatório 2026: Perspectivas para o Mercado de Seguros”, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destacou a inovação tecnológica como elemento fundamental para ampliar o acesso ao seguro e tornar o mercado mais eficiente e conectado às demandas da sociedade.
Segundo o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o Brasil ainda apresenta baixa penetração do seguro em eventos de grande impacto, especialmente em situações relacionadas a catástrofes climáticas. Ao citar as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, ele afirmou que o mercado segurador desembolsou cerca de R$ 6 bilhões em indenizações diante de prejuízos estimados entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões.
“O mercado de seguros foi rápido, ágil, eficiente, cumpriu tudo o que tinha que cumprir, mas socialmente ainda foi insuficiente para a escala daquilo que aconteceu”, afirmou o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani.
O representante da autarquia também defendeu uma maior integração entre regulação, inovação e tecnologia para fortalecer o setor.
“Não dá para fazer esse tipo de grande política nacional sem muita tecnologia, sem muita capacidade de busca de eficiência. Nós temos que lidar com empresas de alta capacidade tecnológica, cujo DNA seja o da informação”, destacou o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani.
Inteligência artificial em pauta
A programação da manhã trouxe uma análise sobre os impactos da inteligência artificial no mercado segurador. Durante apresentação, o CEO global da Celent e cofundador do AI Forum, Juan Mazzini, afirmou que a tecnologia deixou de ser uma limitação para o setor e passou a exigir mudanças nos modelos operacionais das empresas.
Segundo o CEO global da Celent e cofundador do AI Forum, Juan Mazzini, a adoção da inteligência artificial precisa estar associada a resultados concretos para os negócios.
“Inovação só ganha escala quando está ligada a resultados mensuráveis. Não se trata de usar tecnologia porque ela é interessante, mas de entender como ela melhora o negócio, reduz tempo, aumenta eficiência e melhora a experiência do cliente”, destacou o CEO global da Celent e cofundador do AI Forum, Juan Mazzini.
O tema também esteve no centro do painel “Tendências e Inovações na Voz das Lideranças do Mercado”, moderado pelo CEO do Insurtech Brasil, José Prado. O debate reuniu o CEO da Sompo, Alfredo Lalia; o CEO da Alper Seguros, Marcos Couto; e novamente o CEO global da Celent e cofundador do AI Forum, Juan Mazzini.
Entre os consensos apresentados pelos participantes esteve a percepção de que a inteligência artificial ainda é utilizada principalmente para ganhos de eficiência operacional, enquanto mudanças mais profundas em produtos, experiência do cliente e distribuição avançam de forma gradual.
Durante o painel, o CEO da Alper Seguros, Marcos Couto, ressaltou a necessidade de simplificar processos antes da adoção de novas tecnologias.
“Não adianta implantar tecnologia em um fluxo ruim. Primeiro você revisa o fluxo, simplifica, e aí implanta tecnologia”, afirmou o CEO da Alper Seguros, Marcos Couto.
Já o CEO da Sompo, Alfredo Lalia, compartilhou experiências relacionadas à utilização da inteligência artificial em processos de subscrição e produtividade, destacando ganhos operacionais e aceleração de processos internos. O executivo também defendeu que a evolução tecnológica deve estar alinhada à melhoria da experiência do cliente e à gestão de riscos.

Mercado discute adoção da IA
Outro painel dedicado à inteligência artificial aprofundou discussões sobre segurança, governança, integração tecnológica e o papel dos agentes de IA nas operações das empresas. O debate reuniu representantes de seguradoras, corretoras e empresas de tecnologia, incluindo executivos da MAPFRE, Porto, Tokio Marine, Grupo MAG e Brick.
Os participantes destacaram que o principal desafio do setor não está mais no acesso à tecnologia, mas na adoção efetiva das soluções diante de estruturas legadas, exigências regulatórias e da necessidade de integração entre plataformas.
Também foram debatidos os impactos da inteligência artificial na rotina de seguradoras e corretoras. Os participantes defenderam que o futuro do setor tende a combinar automação de tarefas operacionais com uma atuação humana cada vez mais consultiva e voltada à gestão de riscos.
Programação abordou distribuição digital e seguros embarcados
Ao longo do dia, o Insurtech Brasil 2026 ampliou o debate sobre diferentes aspectos da transformação do mercado segurador. A programação reuniu representantes de seguradoras, resseguradoras, plataformas digitais, bancos, empresas de tecnologia, consultorias, fintechs, corretoras e especialistas em dados, regulação e inovação.
Nas salas simultâneas, os painéis abordaram temas como distribuição digital, embedded insurance, MGAs, subscrição, meios de pagamento, sinistros, inteligência artificial, dados e experiência do cliente.
O avanço do seguro embarcado e das novas parcerias de distribuição esteve entre os principais assuntos debatidos. Executivos de empresas como C6 Bank, Prudential, MetLife, Sem Parar, RecargaPay e Telefônica Corretora discutiram o papel de plataformas digitais, e-commerce, meios de pagamento e bancos digitais na ampliação do acesso à proteção securitária.
A evolução das MGAs também teve espaço na programação, com debates sobre estruturação de operações, desafios regulatórios, crescimento sustentável, capitalização e resseguro.
Além dos painéis executivos, startups e empresas emergentes apresentaram soluções voltadas à digitalização da jornada do cliente, comunicação, engajamento, eficiência operacional e novas formas de distribuição.
Evento reforça ambiente de negócios e inovação
Além da programação de conteúdo, o Insurtech Brasil 2026 contou com uma feira de exposições voltada ao mercado de seguros, reunindo patrocinadores, empresas de tecnologia, plataformas e provedores de soluções. O evento também promoveu momentos de relacionamento e networking entre seguradoras, distribuidores, fintechs e empresas de tecnologia.
Para o CEO do Insurtech Brasil, José Prado, a edição de 2026 demonstrou o amadurecimento do encontro como espaço de negócios e construção de soluções para o setor.
“O Insurtech Brasil tem justamente o objetivo de conectar quem regula, quem desenvolve tecnologia, quem distribui e quem opera o mercado. O que vimos nesta edição foi um debate cada vez mais maduro, focado não apenas em tendências, mas na implementação prática da inovação”, afirmou o CEO do Insurtech Brasil, José Prado.
A CEO da Pluvon e organizadora do evento, Juliana Montez, também destacou o resultado da edição.
“Tivemos uma edição extremamente forte, com mais de 1,5 mil participantes, debates consistentes e presença de executivos que estão liderando transformações reais dentro do mercado. O Insurtech Brasil vem amadurecendo junto com o setor e hoje é um ambiente de negócios, relacionamento e construção de soluções para o futuro dos seguros”, afirmou a CEO da Pluvon e organizadora do evento, Juliana Montez.
A edição de 2026 reforçou a consolidação do Insurtech Brasil como ponto de encontro entre tecnologia, mercado de seguros e canais de distribuição, refletindo um setor cada vez mais orientado pela inovação, colaboração e escala.
Confira o álbum completo do evento em https://app.insurtechbrasil.com/


