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DHOMO INS analisa IPSA de maio e aponta que renovação de auto e moto exige estratégias diferentes

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A análise dos dados de maio do Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA), desenvolvida pela TEx em parceria com a Serasa Experian, identificou diferenças no comportamento das renovações de seguros de automóveis e motocicletas. O levantamento, realizado pela DHOMO INS, aponta que os resultados indicam a necessidade de estratégias distintas para retenção de clientes em cada carteira.

De acordo com a empresa, no seguro de automóvel, a renovação realizada na própria corretora registrou índice de 3,9% em maio, enquanto a renovação vinda de outra corretora ficou em 3,1% e o seguro novo alcançou 5,9%. Os dados mostram que quem permaneceu na mesma corretora pagou mais do que quem migrou, com a renovação interna sendo 25,8% mais cara do que a realizada por outra corretora.

Já no seguro de motocicleta, o comportamento foi inverso. A renovação interna apresentou índice de 6,9%, abaixo da renovação proveniente de outra corretora, que ficou em 8,0%, e do seguro novo, que registrou 9,6%.

Segundo o estrategista e cofundador da DHOMO INS, Genival de Souza e Silva, a diferença entre os indicadores revela mais do que a variação de preços. “Auto e moto se comportam em direções opostas na renovação, e a maioria das corretoras processa os dois na mesma esteira. Quando o processo é único, o dado que o mercado oferece deixa de ser usado”, afirmou.

DHOMO INS analisa IPSA de maio e aponta que renovação de auto e moto exige estratégias diferentes
Estrategista e cofundador da DHOMO INS, Genival de Souza e Silva (Foto: Divulgação)

Ainda de acordo com Genival, no seguro de automóvel, a diferença observada não está relacionada à cotação em si. “O multicálculo já entrega as opções. O que falta não é cálculo, é consideração. Quando a corretora disputa o cliente de outra, o time cota em mais seguradoras, testa combinações de cobertura e franquia e monta a proposta mais competitiva que consegue. Na renovação de quem já é da casa, esse esforço raramente se repete. Renova-se na mesma seguradora, muitas vezes sem recotar, na confiança de que a classe de bônus e a relação já garantem um bom preço”, disse.

A análise também destaca mudanças no comportamento do consumidor. Segundo o estrategista, clientes que encontram condições mais vantajosas tendem a contratar diretamente a nova proposta, sem retornar à corretora de origem para negociar. “O cliente que hoje encontra condição melhor fecha direto. Ele não volta para avisar e dar à corretora a chance de cobrir. Operar esperando essa segunda chance é uma retenção passiva que não corresponde mais ao que o mercado faz”, afirmou.

No segmento de motocicletas, a interpretação dos dados é diferente. Conforme a análise da DHOMO INS, há menos seguradoras atuando nesse mercado, o que reduz as possibilidades para conquistar clientes de outras corretoras. Além disso, o perfil dos segurados também influencia os resultados.

“Quem permanece na moto é a carteira mais antiga, com classe de bônus consolidada e uso menos exposto. É esse perfil que sustenta o índice mais baixo. O número de quem chega reflete outro perfil, não uma cobrança maior de quem o recebe”, explicou Genival de Souza e Silva.

Na avaliação da empresa, os resultados também evidenciam uma questão operacional. Para a DHOMO INS, os processos de renovação de seguros de automóveis e motocicletas não deveriam seguir a mesma estratégia.

“Renovação de auto e renovação de moto não deveriam seguir o mesmo processo. No auto, recotar, comparar e apresentar o resultado ao cliente gera retenção e justifica o tempo do time. Na moto, o perfil que troca responde a preço, e dedicar a mesma presença humana é uso ineficiente de um recurso que é finito”, afirmou Genival de Souza e Silva.

Segundo Genival de Souza e Silva, a discussão envolve a distribuição dos esforços da equipe. Para a empresa, ao longo de 2025 os preços dos seguros de automóveis e motocicletas convergiram para um novo piso, tornando os processos internos e a interpretação dos dados fatores mais relevantes para a competitividade.

“A transformação do mercado não é previsão para 2030. Já começou. O feeling de sempre já não dá conta do que mudou, e o IPSA é uma das evidências disso ao alcance de qualquer corretora, atualizada todos os meses”, disse.

Para Genival de Souza e Silva, os dados de maio também servem como um ponto de reflexão para as lideranças das corretoras. “A pergunta que o índice devolve é simples: sua operação está lendo o que os dados mostram para se diferenciar ou continua renovando tudo da mesma forma, independentemente do que o próprio mercado está sinalizando?”, concluiu.

Sobre DHOMO INS

A DHOMO INS é uma empresa dedicada à educação estratégica para o mercado de seguros. Cofundada por Genival de Souza e Silva, desenvolve projetos voltados ao reposicionamento estratégico de corretoras, seguradoras, assessorias, grupos e insurtechs diante das transformações que já estão em curso na distribuição, na regulação e na tecnologia.
A metodologia aplicada pela DHOMO INS reúne a experiência de mais de três décadas de Genival de Souza e Silva no mercado de seguros, incluindo cerca de 20 anos como professor da ENS, a coordenação do Grupo Técnico de Comunicação do OPIN Brasil/Susep e estudos desenvolvidos no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos, sempre com foco na aplicação prática da estratégia e na tomada de decisão das lideranças do setor.

Redação
Redaçãohttps://www.novocorretornews.com.br
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