A edição 2026 do “Conexão Futuro Seguro”, realizada nesta terça-feira (26) pela Fenacor, Escola de Negócios e Seguros (ENS) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR), reuniu mais de 3,4 mil inscritos e lotou o auditório da ENS, em São Paulo. O encontro consolidou-se como o maior evento gratuito e on-line sobre inovação no mercado de seguros.
A abertura do evento foi conduzida pelo presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que destacou o lançamento oficial do PMDIS (Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros). Segundo ele, o plano projeta que, no futuro, até 40% dos ganhos do corretor de seguros poderão vir de honorários relacionados à consultoria prestada aos clientes.
“O plano aponta desafios e indica as propostas para enfrentá-los”, afirmou o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.
Durante a apresentação, Vergilio ressaltou que o corretor de seguros precisará investir continuamente em qualificação para acompanhar as transformações do setor. Segundo ele, o profissional que não se adaptar à automação poderá perder espaço no mercado.

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, também destacou quatro forças que devem transformar o mercado de seguros nos próximos anos: a Inteligência Artificial (IA), o novo perfil de consumidor, as mudanças regulatórias e a necessidade de qualificação profissional.
Sobre a IA, ele afirmou que a tecnologia já está presente em atividades como cotação e atendimento via WhatsApp, mas não substitui o atendimento humano. “É um facilitador, que libera o corretor para fazer o que somente o humano consegue fazer”, declarou.
Ainda segundo Vergilio, o novo consumidor busca praticidade e agilidade no ambiente digital, mas espera acolhimento humano em momentos como o sinistro.
No painel de abertura, mediado pelo presidente do Sincor-SP, Boris Ber, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, afirmou que praticamente todas as seguradoras pesquisadas pela entidade já possuem projetos relacionados ao uso da IA.
“Não sabemos ainda exatamente como usar a IA para vender seguro. Mas já há certeza de que não vai substituir o humano”, disse o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.
Segundo ele, o setor ainda está em estágio inicial no uso da tecnologia, mas os profissionais que não utilizarem IA poderão perder competitividade no mercado.
Na área regulatória, o superintendente da Susep, Alessandro Serafin Octaviani, destacou a importância do diálogo entre reguladores e entidades do setor para o desenvolvimento do mercado de seguros.
O superintendente da Susep, Alessandro Serafin Octaviani, informou que a autarquia criou um grupo de trabalho para desenvolver um modelo de seguro catástrofe adequado à realidade brasileira, com participação do setor público e privado.
Ele também apontou os riscos climáticos como um dos segmentos que devem receber maior atenção nos próximos anos.
Já o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, anunciou novos investimentos em cursos voltados para IA e imersões internacionais direcionadas aos corretores de seguros.
Segundo ele, uma nova turma do curso sobre IA terá início em agosto, com descontos para associados dos Sincors.
O evento também contou com a participação do presidente da Capemisa, Jorge Andrade, e do presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara.
O presidente da Capemisa, Jorge Andrade, afirmou que a automação pode ampliar a atuação consultiva do corretor de seguros, permitindo melhor identificação das necessidades dos clientes.
Já o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, informou que a seguradora criou um curso de IA que já atendeu mais de 1,3 mil corretores de seguros e 70 assessorias.
Na sequência, o economista Claudio Contador apresentou detalhes sobre o PMDIS, plano do qual é coordenador responsável. Segundo ele, os estudos identificaram um mercado de intermediação de seguros avaliado em aproximadamente R$ 65 bilhões ao final de 2024.
“O corretor está evoluindo para ser um curador de decisões”, afirmou o economista Claudio Contador.

O encerramento do “Conexão Futuro Seguro” teve palestra do professor Celso Brandão sobre os impactos da Inteligência Artificial na atividade do corretor de seguros.
Segundo o professor Celso Brandão, a IA representa uma nova etapa da revolução industrial ao aumentar a produtividade e provocar impactos significativos nos negócios.
A edição 2026 do “Conexão Futuro Seguro” contou com apoio de empresas e entidades do mercado de seguros, entre elas Bradesco Seguros, Capemisa, Icatu, Tokio Marine, Zurich, CNseg, Allianz, Allseg, HDI/Yelum, MAG, MDS, MAPFRE, Porto e Sompo.
O evento “Conexão Futuro Seguro” foi transmitido on-line e o conteúdo completo pode ser acessado pelo canal oficial no YouTube:


