Em encontro da UCS, companhia apresentou portfólio, mudanças na precificação do seguro auto e ferramentas de inteligência artificial.
Ampliar a atuação sobre a própria carteira de clientes foi um dos principais caminhos apresentados aos corretores durante o 6º Trocando Ideias de 2026, promovido pela União dos Corretores de Seguros (UCS), em São Paulo. Realizado no dia 6 de outubro, o encontro teve como tema “Grupo HDI – Um Oceano de Oportunidades” e colocou em discussão alternativas para diversificar os negócios para além do seguro automóvel.
O diretor do Grupo HDI, Paul Canarin, mostrou aos participantes a estrutura e o portfólio da companhia, que reúne atualmente quase 80 produtos. A oferta inclui soluções de vida, property, transportes, prestamista, patrimonial, pequenos, médios e grandes riscos, responsabilidade civil, garantia e cyber, entre outras.
A variedade de produtos, segundo Canarin, representa uma oportunidade para os corretores ampliarem a participação dentro das carteiras que já possuem. O executivo alertou para situações em que o segurado mantém diferentes seguros com profissionais distintos simplesmente porque não sabe que seu próprio corretor oferece determinadas soluções.
“O pior que pode acontecer com um corretor de seguros é descobrir que o seu cliente contratou outro seguro com outro profissional porque nem sabia que você trabalhava com aquele produto”, afirmou o diretor.
A necessidade de explorar melhor a base de clientes também foi destacada pelo presidente da UCS, Augusto Esteves. Ele chamou a atenção para a possibilidade de um mesmo segurado possuir diferentes riscos distribuídos entre vários corretores.
“Por que não fidelizar, analisar o CRM e olhar tudo o que o seu segurado pode oferecer? Vamos pescar dentro do nosso pequeno aquário”, provocou Esteves.

Grupo HDI apresenta números e planos para o mercado paulista
A apresentação também abordou a dimensão atual do Grupo HDI. A companhia possui 67 filiais, quase 40 mil corretores parceiros, aproximadamente 4,5 mil colaboradores e 4,5 milhões de clientes.
Em 2025, o grupo registrou faturamento de R$ 15 bilhões e lucro de R$ 1 bilhão. Canarin também apresentou as marcas e empresas que fazem parte do ecossistema da companhia e os investimentos realizados após as aquisições dos últimos anos.
De acordo com o diretor, o Grupo HDI ocupa atualmente a segunda posição entre as seguradoras do País nos segmentos de automóvel e P&C. Mesmo assim, a empresa identifica espaço para ampliar sua atuação no mercado de São Paulo.
Nesse movimento, uma das mudanças apresentadas aos corretores envolve o cálculo do seguro automóvel. A companhia está alterando o motor de cálculo utilizado na precificação com o objetivo de diminuir diferenças consideradas grandes entre as marcas do próprio grupo e tornar as ofertas mais competitivas.
A mudança já foi implementada na Yelum e está sendo incorporada à HDI durante outubro e novembro.
“Vocês vão perceber cada vez mais a HDI melhor posicionada em preços do que está hoje”, antecipou Canarin.
O executivo ressaltou que a iniciativa não busca estabelecer os mesmos preços para todas as marcas. A proposta é alcançar maior regularidade na precificação e reduzir distorções.
Inteligência artificial é apontada como nova oportunidade comercial
A inteligência artificial foi outro destaque do encontro. Ao falar sobre a tecnologia, Canarin comparou o atual momento ao período de popularização dos celulares e da internet e incentivou os corretores a começarem a testar as ferramentas disponíveis.
Na atividade comercial, a IA pode ser utilizada, segundo ele, para diferentes finalidades. Entre os exemplos apresentados estão a produção de conteúdo para redes sociais, criação de vídeos, desenvolvimento de campanhas e materiais de marketing.
A tecnologia também pode auxiliar na identificação de oportunidades dentro da carteira de clientes e na melhoria dos pontos de contato com os segurados.
“Para mim, a IA é a nova fronteira”, afirmou o diretor.
Canarin também relacionou o uso da tecnologia às diferentes etapas do relacionamento com o cliente. A aplicação pode estar presente desde as dúvidas iniciais sobre a contratação de um seguro até o relacionamento durante a vigência da apólice e o atendimento em situações de sinistro.
O próprio Grupo HDI já utiliza inteligência artificial em diferentes áreas da operação. Segundo o executivo, existem aplicações relacionadas a sinistros, relacionamento com oficinas e fornecedores, pagamentos, tributos e também à área comercial.
Uma das iniciativas em desenvolvimento prevê a integração da IA ao CRM. A ferramenta deverá identificar oportunidades junto aos corretores e auxiliar os executivos comerciais na organização de agendas e na adoção de abordagens mais consultivas.
A ideia apresentada por Canarin é utilizar dados e tecnologia para tornar o relacionamento mais direcionado à geração de negócios.
“É para fazer negócio, para que vocês ganhem comissão, ganhem dinheiro com a gente, assim como nós com vocês também.”
Encontro recebe sete novos associados da UCS
Além das discussões sobre negócios e tecnologia, a programação do Trocando Ideias marcou a entrada de sete novos associados na UCS.
Augusto César, David Souza, Diego de Oliveira Barbosa, Lúcio de Lima Gomes, Meire Lúcia Teixeira, Vivian Nascimento de Oliveira e Edson Fecher receberam diplomas e pins da entidade durante o encontro.
A programação também contou com uma iniciativa de conscientização relacionada ao Outubro Rosa. A vice-presidente da UCS, Catia Guirao, abordou a importância de as mulheres reservarem atenção ao próprio cuidado mesmo diante das responsabilidades assumidas no cotidiano.
“A mulher é aquela que cuida de todos, é aquela que ampara, que leva para a escola, para o médico, que vai ao mercado, mas nem sempre se lembra de cuidar dela. Cuidar de nós mesmas também é um ato de amor”, afirmou Catia.
A vice-presidente reforçou ainda a importância dos exames e da prevenção ao câncer de mama.

Sucessão das corretoras também é tema do encontro
Durante o evento, Esteves também lembrou os 50 anos de sua trajetória no mercado de seguros e chamou a atenção para a necessidade de os corretores planejarem a sucessão de suas empresas.
Na avaliação do presidente da UCS, a continuidade das corretoras está relacionada também à preservação do atendimento construído ao longo dos anos com os segurados.
A proposta do próprio Trocando Ideias foi retomada por Esteves ao destacar a aproximação entre corretores e companhias. Segundo ele, os encontros permitem conhecer melhor as oportunidades disponíveis no mercado e conversar diretamente com os profissionais responsáveis por essas iniciativas.
“O Trocando Ideias permite que o corretor conheça melhor as oportunidades oferecidas pelo mercado e converse com quem está à frente delas. Essa aproximação ajuda a esclarecer dúvidas e a encontrar novas formas de atender os clientes”, afirmou.
Realizado na Charles Pizza Grill, em São Paulo, o 6º Trocando Ideias reuniu associados da UCS, profissionais do mercado de seguros, representantes do Grupo HDI e da imprensa especializada.
6º Trocando Ideias
O evento também foi registrado em vídeo. A produção reúne cenas do encontro e entrevistas com o diretor do Grupo HDI, Paul Canarin, o presidente da UCS, Augusto Esteves, e a vice-presidente da entidade, Catia Guirao.


